A deputada Luciana Genro (PSOL) reforçou sua atuação em defesa da da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) ao aderir ao abaixo-assinado da Frente Unificada em Defesa da Uergs, que cobra do governo do Estado a imediata nomeação de 27 novos docentes aprovados em concurso. Como forma de ampliar a pressão política e exigir abertura de diálogo do poder público com os sindicatos e a comunidade acadêmica, a parlamentar também irá promover uma audiência pública sobre o tema, com data ainda a ser divulgada.
Luciana Genro vem acompanhando o agravamento da crise na universidade, que há 12 anos segue sem reajuste no seu orçamento anual. Ela alertou para os inegáveis impactos da falta de investimentos na instituição, com o déficit de professores fazendo com que precisem atuar em vários campi. “É um absurdo que um professor tenha que dar aula em Osório, viajar até Frederico Westphalen para outra aula e estar no mesmo dia ou na manhã seguinte em Alegrete para atender uma outra turma. É um absurdo! Situações como essa exemplificam como esse governo vem tratando a educação e os seus servidores, especialmente os professores, ou seja, com descaso e falta de respeito”, afirmou Luciana Genro.
Os professores aprovados aguardam desde 2024 pelo chamamento para ocupar vagas consideradas fundamentais para garantir a continuidade dos cursos de graduação e especialização ofertados pela instituição.
Enquanto o governo mantém a demora nas nomeações, a Uergs enfrenta um déficit de 349 cargos docentes em toda a sua rede, situação que vem sobrecarregando profissionais, precarizando as condições de trabalho e colocando em risco o funcionamento das atividades acadêmicas em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.
Para os representantes da Frente, que é formada pelos sindicatos Sinpro/RS, Semapi, Aduergs e Assuergs, a ausência prolongada de investimentos compromete a renovação do quadro docente e ameaça a continuidade do projeto de universidade pública estadual. Com professores se aposentando sem reposição adequada ao longo dos anos, a instituição passa por um processo gradual de enfraquecimento estrutural, que coloca em risco sua capacidade de expansão, pesquisa e atendimento à população gaúcha.
Presente em 22 cidades do Rio Grande do Sul, a Uergs atende estudantes de metade dos municípios gaúchos e desempenha um papel estratégico na democratização do acesso ao ensino superior público, especialmente no interior do estado. Apesar da dimensão da sua estrutura, o orçamento anual da instituição é de cerca de R$ 141 milhões. Segundo os representantes sindicais, mais de 80% desse valor é destinado ao pagamento da folha salarial, restando recursos limitados para investimentos em pesquisa, laboratórios, infraestrutura e bolsas acadêmicas.
Luciana Genro já destinou uma série de emendas parlamentares para a universidade, sendo a mais recente delas uma de R$ 50 mil que foram destinados para a criação de bolsas de pesquisa, assim buscando fortalecer a permanência estudantil e incentivar a produção científica. “Defender a Uergs é defender o acesso ao ensino superior público e de qualidade em todo o Rio Grande do Sul. A universidade cumpre um papel fundamental no desenvolvimento regional, na formação de profissionais e na produção de conhecimento. Então, a nomeação desses professores é urgente para garantir que a instituição siga cumprindo sua função social”, finalizou.
Fonte: Assembleia Legislativa de RS



































