QUEM MAIS FOI PRESO?Além do pai de Vorcaro: quem são os outros presos da 6ª fase da Compliance Zero

A 6ª fase da Operação Compliance Zero prendeu seis pessoas, incluindo o pai do dono do Banco Master, e desarticulou núcleos de ataques cibernéticos e intimidação presencial.

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (14) a 6ª fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de aprofundar as investigações de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos, segundo a própria PF.

A ação prendeu o empresário Henrique Moura Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Veja quem são os outros presos na ação:

Integrantes do núcleo “Os Meninos” (braço tecnológico e cibernético):

David Henrique Alves: É apontado como o líder do núcleo tecnológico, especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis em redes sociais e monitoramento digital ilegal.

Era remunerado mensalmente em cerca de R$ 35.000,00 por Felipe Mourão, gerente do grupo. A prisão também se fundamentou em indícios de fuga e tentativa de destruição de provas, pois foi abordado na noite em que a 3ª fase da operação foi deflagrada conduzindo um veículo cheio de computadores, notebooks e malas.

Victor Lima Sedlmaier: Operador auxiliar e prestador contínuo de serviços técnicos de desenvolvimento para David Henrique Alves.

Logo após a fuga apressada de David, Victor ingressou na residência do líder e retornou com um caminhão de mudança para retirar móveis e pertences, em um aparente esforço logístico para ocultar vestígios. Além disso, um documento de identidade ideologicamente falso com a sua fisionomia foi encontrado no veículo usado por David na fuga.

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Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos: Atuava como colaborador técnico e logístico subordinado a David Henrique Alves.

Era responsável por executar tarefas práticas em ambiente digital, como o pagamento de boletos e a aquisição de domínios na internet para a infraestrutura das ações ilícitas. Ele também atuou presencialmente ao lado de Victor no esvaziamento do imóvel de David após o início da 3ª fase da operação.

Integrantes do núcleo “A Turma” (braço presencial, informacional e de intimidação):

Manoel Mendes Rodrigues: Descrito na investigação como um “operador do jogo do bicho”, exercia a liderança de um braço local do grupo no Estado do Rio de Janeiro.

Ele funcionava como o executor presencial da organização, fornecendo “mão de obra” para realizar ameaças, intimidação física, coerção e acompanhamento de pessoas consideradas desafetas do núcleo central, a exemplo de episódios de intimidação direta ocorridos em Angra dos Reis/RJ.

Anderson Wander da Silva Lima: Trata-se de um policial federal da ativa, lotado no Rio de Janeiro, que atuava como agente infiltrado da organização dentro da Polícia Federal.

Ele utilizava seu acesso institucional para realizar consultas indevidas em bancos de dados oficiais e repassar informações sigilosas aos líderes do grupo. A investigação aponta que ele não fazia isso como um favor informal, mas recebia contrapartidas financeiras, transferências via Pix e presentes por essa colaboração.

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Sebastião Monteiro Júnior: É um policial federal aposentado e integrante operacional do grupo.

Ele mantinha articulação constante com as lideranças do grupo, utilizando técnicas de ocultação, como o uso de um terminal telefônico internacional (dos Estados Unidos) e mensagens temporárias. Participava de encontros presenciais reservados com o líder tático para receber demandas e atualizar as ações oriundas do núcleo central.

Compliance Zero

Na 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no último dia 7, policiais federais cumpriram um mandado de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, está entre os investigados.

Já na 4ª fase, deflagrada em 16 de abril, foram presos, em caráter preventivo, o ex-presidente do banco público do Distrito Federal Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento montado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que está detido desde o início de março.

Nas quatro primeiras fases da Compliance Zero, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades federativas (Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo).

A pedido da própria corporação e do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro ou o bloqueio de bens patrimoniais de suspeitos até o limite de R$ 27,7 bilhões e o afastamento dos investigados de eventuais cargos públicos.

*Com informações da Agência Brasil

Fonte: Jovem Pan

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