Histórias marcadas pela força e pela política cruzam os corredores da Alesc

Foto: Agência

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Estágio Visita aproxima cidadãos do Parlamento e da participação política

Ela já viveu nas ruas. Enfrentou a violência doméstica, a exclusão social, a deficiência física após um acidente e o preconceito contra quem tenta sobreviver do próprio trabalho.

Ainda assim, encontrou na política não um palco distante, mas um caminho possível para defender direitos, transformar realidades e fazer sua voz ser ouvida.

A história de Fabiana Aparecida Silva Marquezine, autista, de 46 anos, é uma das trajetórias que cruzaram os corredores da Alesc durante o programa Estágio Visita.

Mais do que conhecer o funcionamento do Parlamento, ela chegou à Alesc carregando uma experiência de vida marcada pela resistência.

Participante relata trajetória de superação e defesa de direitos sociais

Mãe de dois filhos, Fabiana relembra os anos em que esteve em situação de rua após sofrer violência doméstica.

Foi nesse período, enquanto estudava informática e cidadania no Paraná, que encontrou apoio para recomeçar.

Anos depois, já em Balneário Camboriú, enfrentou uma nova batalha: a tentativa de impedir o trabalho dos catadores de materiais recicláveis no município.

Diante das dificuldades, decidiu estudar Direito na Univali. “Eu queria defender o nosso direito ao trabalho.

Mesmo sem conhecer profundamente as leis, eu sabia que a Constituição garantia dignidade para quem trabalha. Então eu fui atrás, estou estudando, procurei ajuda e lutei”, relembra.

Hoje, ao participar do Estágio Visita, Fabiana diz ter encontrado na Assembleia a confirmação de algo em que passou a acreditar profundamente: a política só faz sentido quando escuta as pessoas.

“Se você quer mudança, participe. Não importa sua condição social, sua história ou de onde você vem. O que importa é que sua demanda chegue até o poder público. Aqui eu entendi que o Parlamento precisa ouvir a sociedade, e a sociedade também precisa ocupar esses espaços.”

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Jovens participantes destacam importância da renovação política e da cidadania

A poucos metros dali, outro participante observava atentamente cada debate, cada reunião e cada detalhe da rotina legislativa.

Aos 19 anos, Henrique Salomão Pires já carrega uma relação antiga com a política.

Natural de Monte Castelo e estudante da Udesc, ele conta que o interesse começou ainda criança, acompanhando os debates presidenciais pela televisão.

O avô chegou a atuar na política local, mas acabou se afastando por frustrações com o cenário da época.

Henrique decidiu seguir pelo caminho contrário: aproximar-se ainda mais da vida pública.

“Eu percebi que reclamar não basta. Se faltam pessoas boas na política, alguém precisa participar. A mudança começa quando a sociedade acompanha, cobra e também propõe”, comentou.

Durante os dias de Estágio Vista na Alesc, Henrique buscou compreender não apenas o funcionamento do Parlamento, mas também os mecanismos de transparência, tramitação dos projetos e o papel das comissões legislativas.

Para ele, a experiência reforçou a necessidade de renovação política, especialmente nos pequenos municípios catarinenses.

“O jovem precisa participar sem perder seus princípios. A política não pode ser só discurso. Ela precisa resolver problemas reais da população.”

Experiência no Parlamento fortalece participação cidadã entre estudantes

O sentimento de pertencimento à vida pública também acompanha Cauã Leandro, de 18 anos. Acadêmico de fisioterapia e morador de Garuva, ele cresceu em uma família envolvida com a política e encontrou no Parlamento Jovem a porta de entrada para compreender o papel do Legislativo.

Foi ali, ainda na escola, que disputou uma eleição estudantil, apresentou propostas e percebeu que queria continuar participando da vida política.

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“Acompanhando minha família nas disputas políticas foi quando eu vi as pessoas agradecendo pelas melhorias conquistadas através da política, entendi o tamanho da responsabilidade que existe nesse trabalho.”

No Estágio Visita, Cauã diz ter amadurecido sua visão sobre o Parlamento.

Se antes observava principalmente a elaboração de projetos, agora passou a compreender o impacto das decisões legislativas no cotidiano da população.

“O mais importante é participar. Não adianta esperar ser chamado. É preciso estar presente, buscar conhecimento, acompanhar as decisões e entender como tudo isso interfere diretamente na nossa vida.”

Programa Estágio Visita aproxima o Parlamento da sociedade catarinense

Histórias diferentes. Realidades distintas. Mas unidas por um mesmo entendimento: a política deixa de ser abstrata quando encontra rostos, trajetórias e necessidades reais.

Ao abrir as portas da Alesc para estudantes, lideranças e cidadãos de diferentes regiões do estado, o programa Estágio Visita aproxima o Parlamento da sociedade e transforma a experiência política em algo concreto, humano e acessível.


ALESC EXPLICA

O que é o programa Estágio Visita?

É uma iniciativa da Escola do Legislativo voltada à aproximação de estudantes e cidadãos do funcionamento do Parlamento catarinense.

O que os participantes acompanham durante o programa?

Os estudantes acompanham sessões, reuniões, debates e atividades do processo legislativo na Alesc.

Qual o objetivo do programa?

Fortalecer a cidadania, ampliar a participação política e aproximar a população das instituições democráticas.

Quais temas apareceram nos relatos dos participantes?

Superação, participação cidadã, renovação política, defesa de direitos e transparência pública.


Fonte: Assembleia Legislativa de SC

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