O Brasil registrou um recorde histórico na procura pela primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em 2026. Segundo o Ministério dos Transportes, entre janeiro e abril foram contabilizados 4.834.308 pedidos de primeira habilitação em todo o país.
O número representa um crescimento de 303% em relação ao mesmo período de 2025, quando pouco mais de 1,1 milhão de solicitações haviam sido registradas. De acordo com o governo federal, trata-se do maior volume já registrado desde a entrada em vigor do Código de Trânsito Brasileiro, em 1997.
O aumento ocorreu após mudanças implementadas pelo programa “CNH do Brasil”, que reduziu custos e flexibilizou parte das exigências para obtenção da carteira de motorista. Uma das principais medidas foi o teto de R$ 180 para exames médicos e psicológicos obrigatórios.
Os dados mostram que praticamente todas as etapas do processo apresentaram crescimento. Os cursos teóricos ultrapassaram 2,5 milhões de registros até abril, alta de 170% em relação ao ano passado. Já os exames teóricos cresceram 28%, passando de 1,1 milhão de provas aplicadas.
Os cursos práticos também bateram recorde, somando mais de 1,8 milhão de aulas realizadas no primeiro quadrimestre de 2026. Os exames práticos cresceram 21% e ultrapassaram 1,7 milhão de testes em todo o país.
A emissão efetiva das CNHs também subiu. Entre janeiro e abril deste ano, foram emitidas 858.896 carteiras de motorista, o segundo maior número da série histórica. O recorde continua sendo de 2014, quando 873.181 habilitações foram emitidas no mesmo período.
Segundo o Ministério dos Transportes, antes das mudanças o custo total para tirar a CNH variava entre R$ 3 mil e R$ 5 mil em diversos estados brasileiros. Em locais como Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, apenas o curso teórico podia ultrapassar R$ 1 mil.
Aliados do governo afirmam que a redução de custos democratizou o acesso à habilitação e ampliou oportunidades de emprego para milhões de brasileiros. Já críticos alertam para possíveis impactos na formação dos novos motoristas e defendem fiscalização rigorosa na qualidade do ensino de trânsito.
Fonte: Danúzio News



































