Em reunião de orientação jurídica, Luciana Genro incentiva articulação estadual do povo de terreiro

Fernando

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A deputada estadual Luciana Genro (PSOL) reuniu dezenas de pais, mães e filhos de santo do Rio Grande do Sul e de outros estados em uma reunião virtual voltada ao enfrentamento da intolerância religiosa e à construção de soluções para a regularização das casas de matriz africana e a institucionalização dos conselhos municipais do povo de terreiro.

Durante o encontro, destacou ações concretas do mandato que vêm garantindo avanços na proteção da liberdade religiosa. Entre elas estão a realização de audiências públicas em mais de dez municípios, a articulação com a Defensoria Pública, o Ministério Público, a Polícia Civil e a Brigada Militar, além da construção de orientações institucionais que proíbem a interrupção de rituais, o confisco de tambores e reconhecem o toque como expressão religiosa e não como poluição sonora.

“Nosso mandato se transformou numa referência porque decidiu enfrentar a intolerância religiosa como uma pauta de direitos humanos. A gente atua para dar visibilidade aos casos, acionar as instituições e garantir instrumentos jurídicos para que o povo de terreiro consiga se defender”, afirmou a deputada. Luciana Genro também ressaltou a importância da judicialização das violências sofridas, inclusive por meio de ações cíveis por danos morais, como forma de responsabilização.

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No encontro, advogados participaram para tirar as dúvidas da comunidade, destacando que a criação e o fortalecimento dos conselhos municipais do povo de terreiro são fundamentais para apoiar a regularização das casas, organizar demandas coletivas e ampliar o acesso a políticas públicas. O encontro reafirmou o compromisso de ampliar a articulação entre terreiros, assessorias jurídicas e o mandato, transformando a escuta em ações permanentes de proteção e garantia de direitos.

“A palavra certa para nós é aquilombamento. Enquanto cada terreiro puxar para um lado, quem perde é o povo de terreiro. Outros grupos se organizaram politicamente e criaram bancadas; nós precisamos criar a bancada do tambor, defender nossa ancestralidade e transformar a união em força política concreta, a partir dos conselhos e das convenções municipais”, destacou o advogado José Roberto Prestes.

Já o advogado Darlan Rios lembrou que a regularização das casas passa pela organização coletiva. “Os conselhos servem para isso: reunir demandas, orientar juridicamente, apoiar na documentação e até viabilizar suporte técnico, como contadores e advogados. Quando uma cidade encontra uma solução, ela pode servir de modelo para outras. Sem união, a gente corre muito e não chega a lugar nenhum”, afirmou.

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A parlamentar destacou ainda a aprovação de leis de sua autoria que reconhecem os Assentamentos de Bará como patrimônio cultural do Estado e o Dia do Tamboreiro, Alabê, Ogã e Tata, comemorado em 15/9. Também dos projetos que seguem em tramitação e buscam considerar o Batuque Gaúcho e o toque de tambor como patrimônios do estado, além da distribuição da Cartilha do Povo de Terreiro, que orienta comunidades sobre seus direitos e como agir diante de situações de intolerância.

Além da produção legislativa, Luciana Genro acompanha casos de perseguição e violência religiosa, promove audiências públicas em diferentes regiões do estado, articula encaminhamentos com a Defensoria Pública, o Ministério Público e as forças de segurança, e apoia ações de valorização da fé afro-gaúcha, como festas e celebrações religiosas viabilizadas também por meio de emendas parlamentares. Para solicitar gratuitamente a Cartilha do Povo de Terreiro ou encaminhar denúncias e demandas relacionadas à intolerância religiosa, o contato com o mandato pode ser feito diretamente pelo WhatsApp: (51) 99265-0578.

Fonte: Assembleia Legislativa de RS

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