IMA participa de missão técnica nos Estados Unidos sobre recuperação ambiental e mineração sustentável

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Fotos: Divulgação/IMA

Servidores da Coordenadoria Regional do Meio Ambiente do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), em Criciúma, participaram de uma missão técnica internacional nos Estados Unidos voltada ao intercâmbio de experiências em recuperação ambiental e mineração sustentável. A agenda integrou as atividades do Grupo Técnico de Assessoramento à Execução da Sentença (GTA) da Ação Civil Pública (ACP) do Carvão e reuniu instituições brasileiras e especialistas internacionais no estado da Virgínia Ocidental (West Virginia) e na Pensilvânia.

A comitiva brasileira participou do West Virginia Mine Drainage Task Force Symposium, um dos principais fóruns mundiais sobre drenagem ácida de minas. A programação incluiu apresentações técnicas, debates sobre soluções ambientais, além de visitas a áreas em recuperação, sistemas de tratamento de efluentes e operações relacionadas à mineração e ao pós-mineração.

Representaram o IMA na missão a engenheira agrônoma Ana Paula Trevisan e o engenheiro civil e de minas Cesar Bussolo, que tiveram a oportunidade de conhecer tecnologias, metodologias e experiências internacionais voltadas ao tratamento da drenagem ácida, recuperação de áreas degradadas e reaproveitamento de materiais provenientes da atividade minerária.

Segundo Ana Paula, a experiência possibilitou contato direto com especialistas e iniciativas inovadoras. “Foi uma oportunidade muito valiosa de aprendizado e de troca de experiências com profissionais que são referência na questão da drenagem ácida de mina e nas formas de tratamento. Também conhecemos iniciativas de aproveitamento econômico de materiais gerados nesse processo, como empresas que produzem corantes a partir desses resíduos, o que pode inclusive ajudar a financiar ações de recuperação ambiental”, destacou.

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O engenheiro Cesar Bussolo ressaltou que a missão contribuiu para ampliar o entendimento sobre soluções adotadas em outros países para enfrentar problemas semelhantes aos existentes no Sul catarinense. “A região Sul de Santa Catarina possui um passivo ambiental significativo em função da mineração histórica de carvão, realizada em um período em que não havia controle ambiental. Nos Estados Unidos, pudemos conhecer diferentes abordagens para tratar a drenagem ácida, recuperar áreas degradadas e até gerar recursos a partir desses materiais. Isso amplia nossos horizontes e ajuda a identificar o que pode ser adaptado à nossa realidade”, explicou.

Bussolo também destacou que as visitas técnicas permitiram observar estruturas de tratamento e projetos de recuperação em funcionamento. “Eles investem fortemente em sistemas de tratamento e possuem políticas públicas e fundos específicos para financiar essas ações. Embora existam diferenças geológicas, estruturais e de políticas públicas entre os dois países, conhecer essas experiências é fundamental para aprimorar nossas estratégias de recuperação ambiental”, acrescentou.

“O Sul de Santa Catarina teve um papel histórico na geração de energia a partir do carvão mineral, mas essa atividade também deixou um passivo ambiental significativo. Conhecer experiências de países que já enfrentaram desafios semelhantes é fundamental para que possamos avançar nas soluções e aprimorar as estratégias de recuperação ambiental”, comentou o coordenador regional do Meio Ambiente do IMA em Criciúma, Ibanez Anibal Zanette, sobre a participação dos servidores na missão técnica.

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O presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior, destacou que o intercâmbio internacional fortalece a atuação técnica das instituições envolvidas. “A participação do IMA em iniciativas como essa permite acompanhar experiências consolidadas em recuperação ambiental e tratamento de áreas impactadas pela mineração. O contato com novas tecnologias e metodologias amplia a capacidade técnica das equipes e contribui para o avanço das ações de recuperação ambiental desenvolvidas em Santa Catarina”, disse.

Além do IMA, participaram da missão representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Serviço Geológico do Brasil (SGB), da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), empresas do setor carbonífero e integrantes do sistema de Justiça Federal envolvidos na execução da ACP do Carvão.

Fonte: Governo SC

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