O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou nesta quinta-feira (7) seu apoio à atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso que envolve o Banco Master. Em declarações públicas, o parlamentar cobrou veementemente a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias, ressaltando a necessidade de uma investigação “sem acordão” ou “blindagem política”.
Bolsonaro, que também é pré-candidato à Presidência, questionou a existência de possíveis vínculos entre o Banco Master e a “alta cúpula do PT nacional e da Bahia”, ao mesmo tempo em que criticou parlamentares do Partido dos Trabalhadores que se posicionaram contra a criação da comissão investigativa.
“As denúncias do caso Master são muito graves e o ministro André Mendonça agiu corretamente ao autorizar a operação. Eu acredito que, se há qualquer suspeita, ela tem que ser investigada. Agora, o que o Brasil espera é que tudo seja apurado até o fim, sem blindagem, sem acordão, sem proteção política”, afirmou o senador.
Ele reforçou a obrigação do Congresso Nacional de agir. “O Congresso Nacional tem a obrigação de fazer a sua parte. É por isso que a CPI do Banco Master precisa sair do papel. O povo brasileiro merece saber toda a verdade. Como esse banco cresceu? Quem estava por trás? Quem se beneficiou? E quais são as ligações do Master com a alta cúpula do PT nacional e da Bahia? Não podemos deixar que empurrem esse assunto para debaixo do tapete. CPI do Master já”, completou.
Mais cedo, Flávio Bolsonaro já havia se manifestado sobre o tema, afirmando acompanhar com atenção as “graves informações” envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, também no contexto do Banco Master. Na ocasião, ele defendeu uma “ampla apuração” dos fatos.
A proposta de instalação da CPI do Banco Master enfrenta resistências tanto políticas quanto técnicas, gerando repercussões que transcendem o Legislativo. A não aprovação do nome de Jorge Messias para uma vaga no STF, por exemplo, foi interpretada pelo governo como uma retaliação pela falta de apoio à criação da comissão.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães, comentou o cenário na última quarta-feira (6), em entrevista à CNN 360º: “Há várias causas para essa derrota, mas o que influenciou muito, e todo mundo sabe disso, foi o Banco Master. Esse episódio pesou bastante. O fato de não termos instalado uma CPI… ainda que a Polícia Federal esteja fazendo um trabalho brilhante”, declarou Guimarães.
Fonte: CNN Brasil

































