O senador Ciro Nogueira (PP-PI) manifestou-se nesta sexta-feira (8) sobre a quinta fase da Operação Compliance Zero, que teve o parlamentar como alvo da Polícia Federal. Em publicação nas redes sociais, o presidente nacional do Progressistas classificou a ação como uma “tentativa de manchar” a sua “honra pessoal”, vinculando-a a um cenário político.
A investigação apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Segundo decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a fase da operação, Ciro Nogueira teria atuado em favor do dono da instituição, Daniel Vorcaro, em troca de “vantagens econômicas indevidas”.
Em sua manifestação, o senador afirmou que “todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”. Ele relembrou um episódio de 2018, quando foi alvo da Operação Lava Jato, qualificando-o como “perseguição política” que resultou em “efeito contrário” e no crescimento de sua votação. Ciro Nogueira enfatizou que sua inocência foi “comprovada” posteriormente, citando a rejeição da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro de 2023, após a anulação de provas da Odebrecht.
O senador reforçou seu compromisso com o povo do Piauí, declarando que “nada me faz abandonar o povo que confia em mim” e que os acontecimentos lhe dão “mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons”.
Anteriormente, em entrevista à Jovem Pan, em 2 de fevereiro, Ciro Nogueira defendeu sua relação com Vorcaro, classificando-a como a mesma que “qualquer político em Brasília tem com banqueiros”. Sobre uma emenda que apresentou para ampliar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para R$ 1 milhão, o senador disse que a medida não beneficiaria o Banco Master e que “apenas corrige um problema existente há 10 anos”.
Entenda o caso Banco Master
A Operação Compliance Zero foi deflagrada após o Banco Central (BC) determinar, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de diversas instituições do grupo Master, incluindo Banco Master S/A, Banco Master de Investimentos S/A, Banco Letsbank S/A e Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. A medida foi tomada diante de “indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez”. O Will Bank, braço digital do Master, teve seu encerramento forçado em 21 de janeiro.
As investigações apontam para a emissão de títulos de crédito falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e a oferta de Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master teria assumido riscos excessivos e estruturado operações que inflavam artificialmente seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso um dia antes da primeira fase da operação, em novembro, por possibilidade de fuga, sendo solto posteriormente com o uso de tornozeleira eletrônica. Ele foi detido novamente em 4 de março.
Em 17 de janeiro, o FGC iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.
Fonte: Jovem Pan


































