LITORAL DETainha dourada aparece em meio a cardume gigante em Garopaba

Peixe com coloração amarelada viralizou nas redes; especialista aponta possível alteração genética, como leucismo ou albinismo.

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Um registro impressionante chamou a atenção de moradores do Litoral Sul de Santa Catarina na quarta-feira (13). Em meio a um cardume com milhares de tainhas, um peixe com coloração amarelada apareceu entre os demais e viralizou nas redes sociais. O animal é conhecido por pescadores como tainha dourada.

Nas redes, o caso gerou comentários curiosos. Um internauta relembrou uma antiga crença popular envolvendo a tainha dourada, apontada como guardiã do mar e da pesca.

“Dizem que no meio do cardume aparece uma única tainha dourada. Ela seria a guardiã do mar e da pesca. Os antigos falavam que quem encontra tem sorte, mas não deve tirar ela da água, pois terá escassez e má sorte nos próximos anos”, escreveu.

Para entender o fenômeno, o NSC Total conversou com o oceanógrafo e coordenador do curso de Oceanografia da Universidade do Vale do Itajaí, Rodrigo Mazzoleni. Segundo ele, a coloração diferente não representa risco e pode estar ligada a uma alteração genética rara no animal.

— Provavelmente é um indivíduo com algum tipo de anomalia na pigmentação, como leucismo ou albinismo. O leucismo é mais comum e significa que o organismo não possui a pigmentação escura normal. Isso pode gerar essa coloração mais amarelada — explica.

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De acordo com o especialista, fatores como a água, a iluminação e até o ângulo da gravação podem ter influenciado na aparência do peixe. Ainda assim, a hipótese mais provável é de uma variação genética natural.

— Os dois casos envolvem falta de pigmentação. Assim como acontece em seres humanos e outros animais, alguns indivíduos nascem com características diferentes. Não é algo para preocupação ou sinal de alerta — acrescenta.

Mazzoleni ressalta ainda que, caso um animal com características incomuns seja capturado, a recomendação é entrar em contato com instituições de pesquisa, universidades ou órgãos ambientais, como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Além da tainha amarelada, outro detalhe que chamou atenção foi o tamanho do cardume registrado no mar. Segundo o oceanógrafo, estimar a quantidade exata de peixes é extremamente difícil.

— O cardume é tridimensional. Com imagens de drone, conseguimos ter ideia de comprimento e largura, mas não da profundidade. Então é muito complicado estimar quantos peixes existem ali — afirma.

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Conforme Mazzoleni, pescadores experientes costumam ter uma percepção mais aproximada do tamanho dos cardumes, geralmente estimando pelo peso total dos peixes. Ainda assim, ele destaca que registros como o feito no litoral catarinense podem representar facilmente milhares de tainhas se deslocando juntas.

Um vídeo mostra o cardume gigante em Garopaba, registrado por drone.

Fonte: NSC Total

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