Mercados globais reagem à inflação dos EUA e aumentam aversão ao risco. Os mercados internacionais iniciam o dia sob forte influência do dado de inflação dos Estados Unidos, que veio acima das expectativas e reforçou o cenário de juros elevados por mais tempo. O resultado aumentou a volatilidade e reduziu o apetite por risco entre investidores globais.
Em Wall Street, o pregão terminou de forma mista: Dow Jones teve alta de 0,11%, enquanto S&P 500 caiu 0,16% e Nasdaq recuou 0,71%. O desempenho reflete a cautela dos investidores com o impacto da inflação sobre a política monetária do Federal Reserve, especialmente em setores de tecnologia mais sensíveis aos juros.
Na Europa, as bolsas acompanharam o movimento de aversão ao risco e fecharam majoritariamente no negativo. Na Alemanha, o DAX caiu 1,54%; na França, o CAC 40 recuou 0,45%; e no Reino Unido, o FTSE 100 ficou praticamente estável, com alta de 0,04%. O continente segue atento ao cenário macroeconômico global e às expectativas sobre juros e crescimento.
Na Ásia, os mercados encerraram o pregão sem tendência definida, com investidores monitorando o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping. O índice de Xangai (China) caiu 0,25%, Hong Kong recuou 0,22%, o Nikkei (Japão) subiu 0,52% e o Kospi (Coreia do Sul) teve forte queda de 2,29%. A forte queda na Coreia do Sul foi o destaque negativo, enquanto o Japão conseguiu avançar mesmo em ambiente de cautela.
No Brasil, o Ibovespa iniciou o pregão desta quarta-feira (13) em queda, refletindo tanto o cenário externo quanto pressões domésticas em setores estratégicos. Logo nos primeiros negócios, o índice chegou a recuar cerca de 1%, em um ambiente de maior aversão ao risco.
Destaques do mercado brasileiro: abertura com queda próxima de 0,98%, pressão em ações de peso no índice, setor financeiro e energia entre os principais impactos negativos. As ações da Petrobras sofrem com a volatilidade do petróleo no mercado internacional, enquanto o setor bancário, com destaque para o Bradesco, reflete preocupações com qualidade de crédito e cenário macroeconômico mais restritivo.
No cenário doméstico, o mercado acompanha pressão de inflação global e local, oscilações do petróleo, ajustes de expectativa para juros e fluxo estrangeiro mais cauteloso em mercados emergentes. O dólar também segue no centro das atenções dos investidores, oscilando diante do cenário externo mais tenso e da busca global por proteção.
O ambiente global desta quarta-feira é marcado por cautela. A inflação americana acima do esperado reacende preocupações sobre juros elevados, pressionando bolsas na Europa e gerando volatilidade na Ásia e no Brasil. O Ibovespa acompanha o movimento externo e inicia o dia em queda, com atenção especial aos setores de energia e bancos, enquanto investidores aguardam novos sinais da política monetária dos EUA e evolução das tensões geopolíticas.
Fonte: Portal do Agronegócio


































