Deficiência hormonal masculina exige avaliação médica individualizada

Condição que afeta funções físicas e emocionais requer diagnóstico clínico e laboratorial antes de qualquer tratamento.

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A deficiência hormonal masculina pode impactar diferentes funções do organismo e causar sintomas físicos e emocionais, principalmente com o avanço da idade. A condição exige avaliação clínica individualizada e confirmação laboratorial antes de qualquer definição terapêutica.

Segundo o médico Dr. Joaquim Menezes, sócio do Instituto Evollution e criador da Clínica O3, sintomas como fadiga, queda da libido, alterações de humor, dificuldade de concentração e indisposição podem estar relacionados à redução dos níveis de testosterona, embora também possam ter outras causas metabólicas e comportamentais.

A condição, conhecida clinicamente como hipogonadismo, é caracterizada pela produção insuficiente de testosterona. De acordo com a Endocrine Society, a terapia hormonal é recomendada apenas para homens com sintomas clínicos associados a níveis persistentemente baixos do hormônio confirmados por exames laboratoriais adequados.

“Fatores como qualidade do sono, alimentação, estresse crônico, sedentarismo e doenças metabólicas também devem ser avaliados durante a investigação clínica”, explica o Dr. Joaquim Menezes. Segundo ele, “em alguns casos, mudanças no estilo de vida podem contribuir para melhora dos sintomas sem necessidade imediata de tratamento hormonal”, acrescenta.

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Quando há confirmação diagnóstica da deficiência hormonal, o tratamento pode ser indicado com acompanhamento médico contínuo e monitoramento laboratorial periódico. O médico destaca que a utilização de testosterona sem indicação clínica adequada pode trazer riscos à saúde. O especialista afirma ainda que o diagnóstico não deve considerar apenas os resultados laboratoriais isoladamente, mas também a avaliação clínica individual de cada paciente.

Fonte: O GLOBO

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