A 191ª loja da Havan, cuja inauguração está prevista para 9 de maio, no Centro Histórico de Blumenau, destaca-se por uma arquitetura que diverge do padrão da rede e por ter provocado mudanças significativas na paisagem e no trânsito local. Esta é a segunda unidade fora de shoppings a não replicar o design da Casa Branca, marca registrada da Havan.
O projeto arquitetônico da nova loja foi objeto de discussão judicial, culminando em um acordo que definiu a construção de um prédio de 14 mil metros quadrados no estilo enxaimel. Esta arquitetura, característica da cultura da região, substitui a tradicional fachada da varejista no local onde antes funcionava o estádio do Blumenau Esporte Clube (BEC). A Havan estima que a obra teve um custo de R$ 80 milhões.
Além do impacto visual, a construção alterou a malha viária do entorno. A Rua Oscar Jenichen, que liga a Rua das Palmeiras e a Rua Alwin Schrader, foi realocada, e o corredor de ônibus da Rua das Palmeiras foi ampliado. Segundo a prefeitura de Blumenau, as modificações viárias, que incluem nova sinalização e readequações de pista para melhorar o fluxo na região, foram custeadas pela Havan.
A varejista de Luciano Hang também deverá efetuar uma compensação financeira ao município pela intervenção no Centro Histórico, cujo valor ainda está em fase de avaliação pela administração municipal. Embora as alterações viárias e a construção da loja estejam finalizadas, a formalização burocrática, especialmente a mudança das matrículas dos imóveis, ainda aguarda aprovação da Câmara de Vereadores. Segundo Luciano Hang, a construção valorizou uma região que ele descreveu como “abandonada e destruída”.
Fonte: NSC Total































