Governo do Estado realiza simulado inédito de deslizamento de terra e testa resposta integrada em Bento Gonçalves

Foto: João Pedro

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O governo do Estado realizou, nesta quarta-feira (6/5), um exercício simulado de deslizamento de terra no Bairro Zatt, em Bento Gonçalves. A ação, coordenada pela Defesa Civil Estadual, reuniu cerca de 450 profissionais, com o objetivo de testar, em tempo real, os protocolos de resposta a desastres naturais. Foi a primeira vez que o Rio Grande do Sul promoveu uma mobilização dessa magnitude. 

O exercício integrou as ações do Executivo estadual voltadas ao fortalecimento da prevenção e resposta a desastres, especialmente após a inundação histórica de 2024. O simulado reproduziu a realidade, envolvendo desde a emissão de alertas meteorológicos até o resgate de vítimas. 

Ao longo da atividade, foram acionados helicópteros, ambulâncias e viaturas, além do uso de cães farejadores e maquinário pesado. Foram empregadas três aeronaves e mais de 100 veículos. Manequins representaram vítimas soterradas, enquanto moradores e figurantes participaram como desaparecidos e feridos, o que exigiu resposta coordenada das equipes. 

Esta fotografia captura uma visão panorâmica de uma coletiva de imprensa ou reunião de coordenação institucional, oferecendo uma perspectiva de "bastidores" do evento.    Composição e Ambiente  Perspectiva: A imagem foi tirada da parte de trás da sala, mostrando tanto as autoridades à mesa quanto a plateia de jornalistas e técnicos.    Espaço Físico: A reunião ocorre em uma sala de teto baixo, revestido com forro de PVC branco, e paredes pintadas de verde claro. O chão é de cerâmica em tons terrosos.    Mesa de Autoridades: Ao fundo, sentadas à mesa, estão várias autoridades. Entre elas, destacam-se homens vestindo os coletes oficiais da Defesa Civil (laranja e azul) e uniformes de forças de segurança. Eles estão posicionados à frente de um banner branco com logotipos repetidos da Defesa Civil do Rio Grande do Sul.    Elementos de Imprensa e Apoio  Equipamentos: No lado direito da imagem, uma câmera de vídeo profissional está montada sobre um tripé alto, apontada para a mesa.    Plateia e Equipes: Vemos as costas de diversas pessoas sentadas em cadeiras de madeira, muitas delas segurando blocos de notas ou celulares. Algumas pessoas em pé ou sentadas usam coletes de diferentes órgãos, como a Secretaria da Saúde e a Secretaria de Desenvolvimento Social, indicando a natureza multissetorial da reunião.    Atmosfera  A cena retrata um momento de trabalho intenso e coordenação de esforços. A presença de múltiplos órgãos governamentais e da imprensa sugere que o assunto em pauta é de grande relevância pública, provavelmente relacionado à gestão de crises ou anúncios de ações estaduais.
“Estamos trabalhando, cada vez mais, a nossa preparação”, disse coronel Luciano Boeira – Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

A inclusão de mortos, feridos e desaparecidos no exercício foi importante para testar a capacidade de resposta do Estado em diferentes situações, contemplando procedimentos para identificação de corpos e operações de busca e salvamento. 

Ação permite testar protocolos e comunicação de risco

De acordo com o chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Boeira, a iniciativa permitiu avaliar a atuação interinstitucional e apresentou resultado bastante satisfatório. “Estamos trabalhando, cada vez mais, a nossa preparação. O exercício envolveu várias instituições e atores dos três entes federativos – município, Estado e União. Assim, testamos a nossa capacidade de coordenação. Quando realizamos um exercício desta dimensão, temos o objetivo de avaliar a capacidade operacional de todos os atores, identificar se tudo aquilo que está previsto nos planos das instituições está de fato ocorrendo e testar a comunicação de risco. Ao avaliar o desenrolar do exercício, o resultado foi muito positivo”, afirmou.

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Boeira comentou, também, o fortalecimento da Defesa Civil após o evento extremo de 2024. “A Defesa Civil do Rio Grande do Sul está muito mais preparada para eventos extremos. Atualmente, temos uma Defesa Civil pelo menos quatro vezes maior do que aquela que enfrentou o desastre de 2024. Houve aumento do efetivo e estamos estruturando projetos que colocam o órgão na vanguarda da gestão de riscos e desastres no Estado e no Brasil. Contratamos mais servidores, adquirimos radares meteorológicos e estações hidrometeorológicas, renovamos a frota e realizamos investimentos em modelos hidrológico e hidrodinâmico, que não tínhamos anteriormente. Em breve, teremos, também, o Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (Cegird), entre outros projetos que estão em andamento”, relatou. 

Esta fotografia registra uma ação de resgate e salvamento em uma estrada de terra em uma região de relevo acidentado.    Ação Central: No centro da imagem, uma pessoa está imobilizada em uma maca rígida laranja no chão. Diversos socorristas trabalham ao redor para prepará-la para o transporte.    Socorristas: Os profissionais vestem uniformes de camuflagem em tons de laranja e vermelho, típicos de equipes de busca e salvamento. Eles utilizam capacetes de proteção amarelos e equipamentos de segurança, como joelheiras e luvas.    Cenário: O local é uma estrada de terra com muitas pedras e cascalho. Ao fundo, há uma encosta com vegetação densa e árvores sob um céu claro. À esquerda, parte de um veículo de resgate vermelho é visível.    Atmosfera: A cena é de intensa atividade e cooperação, capturando a agilidade e o cuidado técnico das equipes de emergência em um ambiente desafiador.
Simulado testa resposta a vítimas e desaparecidos, além de avaliar atuação em cenários de desastre – Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

Além da Defesa Civil, participaram da mobilização, no âmbito estadual, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Instituto-Geral de Perícias, as secretarias de Desenvolvimento Social, da Saúde e de Comunicação e, ainda, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental. Na esfera municipal, o evento contou com a atuação da  Prefeitura de Bento Gonçalves. E, na esfera federal, estiveram envolvidos o Exército Brasileiro e a Agência Nacional de Telecomunicações.

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Também fizeram parte do exercício as empresas concessionárias dos serviços de água e energia local, a CPFL e Corsan. A ação contou ainda com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, da Organização Internacional para as Migrações, da Cruz Vermelha e do Instituto Cultural Floresta. 

Simulado na prática 

No contexto da simulação, o deslizamento foi causado por fortes chuvas que teriam atingido Bento Gonçalves nos últimos dias, deixando o solo encharcado e propenso a deslizamentos. Durante a manhã, antes da ocorrência da movimentação de massa propriamente dita, houve diversas reuniões preparatórias e a emissão de avisos meteorológicos, inclusive via cell broadcast

Helicóptero de Resgate (resgate3.jpeg)  Esta fotografia mostra um helicóptero de resgate em operação, capturado contra um fundo de céu muito claro e uniforme.    A Aeronave: O helicóptero é predominantemente vermelho com faixas amarelas aerodinâmicas. Na parte superior, lê-se o prefixo "PS-COA". Na porta lateral, há o brasão oficial do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul. Abaixo, próximo ao esqui, veem-se os logotipos da FNSP (Força Nacional de Segurança Pública) e do SUSP.    Tripulação: Dois socorristas vestindo macacões de voo verdes e fones de ouvido de comunicação estão em ação. Um deles está sentado na soleira da porta aberta, enquanto o outro está em pé sobre o esqui externo da aeronave, segurando-se à estrutura e olhando para baixo, possivelmente coordenando uma manobra de salvamento.    Composição: A imagem foca nos detalhes da aeronave e na postura técnica dos tripulantes durante uma missão aérea.
Helicópteros reforçaram resposta aérea em exercício emergencial com atuação em resgates e apoio logístico – Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

Casas teriam sido atingidas, deixando mortos, feridos e desaparecidos. A operação incluiu a instalação de um Gabinete Integrado de Gestão de Desastres, a evacuação da área afetada, além da criação de corredores para circulação de ambulâncias e acesso a hospitais. As buscas foram realizadas com cães farejadores e helicópteros. Pessoas foram salvas com a ajuda das aeronaves. 

Um abrigo foi montado no Ginásio de Esportes Ivo Chies, no Bairro Zatt, onde pessoas foram acolhidas de forma emergencial. Também foram simuladas situações críticas, como a interrupção de serviços essenciais — energia elétrica, água e telefonia. 

A rede hospitalar foi preparada para receber os feridos, e servidores do Instituto-Geral de Perícias e da Polícia Civil atuaram para agilizar a identificação dos corpos, o registro dos boletins de desaparecimento e as diligências necessárias. Em diferentes frentes, equipes simularam problemas típicos de suas áreas de atuação.

Texto e edição: Secom 

Fonte: Governo do Estado Rio Grande do Sul

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