Evento do Comitê Científico do Plano Rio Grande debate clima extremo e estratégias de resiliência

Foto: Édson Coltz/Ascom

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Os impactos dos eventos meteorológicos extremos no Estado e as estratégias de enfrentamento nortearam o encontro promovido pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do Plano Rio Grande, realizado nesta quarta-feira (6/5), em Porto Alegre. O debate integrou a programação da Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, promovida pelo governo do Estado, em alusão aos dois anos das enchentes de 2024. 

Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

Dividida em dois painéis, a atividade intitulada “Tempo severo no Rio Grande do Sul: impactos e caminhos para soluções” reuniu pesquisadores, gestores públicos, profissionais da área ambiental e o público geral no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff). 

Ciência e gestão pública unem esforços por resiliência

Conforme o secretário-executivo do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática, Joel Goldenfum, o encontro reforçou a importância da integração entre ciência, gestão pública e sociedade para o enfrentamento dos desafios impostos pelos eventos meteorológicos extremos, com foco na construção de soluções sustentáveis e no fortalecimento da resiliência no Estado.  

Esta imagem registra um evento oficial realizado em um auditório, com foco em discussões técnicas ou governamentais.    Composição do Palco  Painel de Debates: No centro do palco, cinco pessoas (três homens e duas mulheres) estão sentadas em poltronas individuais cinzas. À direita, um homem em pé segura um microfone, dirigindo-se ao público.    Tela de Projeção: Ao fundo, um grande telão exibe um slide com o título "Tempo Severo no Rio Grande do Sul: impactos e caminhos para soluções". O slide inclui fotos de nuvens carregadas e equipamentos meteorológicos, além de logotipos institucionais na parte inferior.    Púlpito: À esquerda do palco, uma mulher está posicionada atrás de um púlpito de madeira clara, possivelmente atuando como mestre de cerimônias ou mediadora.    Ambiente e Plateia  Primeiro Plano: A foto é tirada da perspectiva da plateia. Vemos as cabeças e ombros de diversas pessoas sentadas em poltronas de madeira com estofamento escuro. Algumas pessoas na plateia estão usando seus celulares para registrar o evento.    Infraestrutura: O auditório possui um teto moderno de placas escuras com luminárias retangulares embutidas que fornecem uma iluminação clara e direta. As paredes laterais apresentam painéis decorativos com imagens em tons de cinza.    Atmosfera  A cena transmite um ambiente profissional, sério e informativo, típico de seminários acadêmicos ou encontros de comitês científicos para debater políticas públicas e resiliência climática.
Do aprendizado à ação: evento relembra enchente de 2024 e discute prevenção – Foto: Édson Coltz/Ascom Sict

Goldenfum também ressaltou o papel da memória coletiva na construção de políticas mais eficazes de prevenção. “Eventos como este, inseridos na Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, nos ajudam a manter viva a reflexão sobre o que ocorreu e a transformar o aprendizado em ação”, defendeu. 

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O secretário-adjunto em exercício da Secretariade Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), Sandro Kirst, enalteceu o papel do Comitê, vinculado à Sict. “Tanto na integração entre inovação e ciência para o enfrentamento dos desafios climáticos quanto no fortalecimento da capacidade do Estado de antecipar riscos, qualificar a gestão pública e promover respostas mais eficazes diante dos eventos extremos”, pontuou. 

A solenidade de abertura contou, ainda, com manifestações da secretária-adjunta da pasta da Reconstrução Gaúcha, Ângela Oliveira; do diretor do Departamento de Projetos e Gestão do Conhecimento da Defesa Civil, tenente-coronel Vanderlan Frank Carvalho; da coordenadora do Gabinete de Estudos Climáticos (GabClima) do Ministério Público do RS e procuradora de Justiça, Sílvia Cappelli; do representante do procurador-geral de Justiça, Alexandre Sikinowski Saltz; e do representante da reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), professor Vagner Anabor. 

Realidade climática estadual

O primeiro painel, realizado no turno da manhã, abordou os impactos diretos das tempestades severas, incluindo danos à infraestrutura, prejuízos econômicos e riscos à população. A programação contou com a participação de Anabor, que defendeu a formação qualificada de meteorologistas e a ampliação dos investimentos em tecnologia de monitoramento.  

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Também pela UFSM, o professor Maurício Ilha de Oliveira apresentou definições e registros de fenômenos como tornados, microexplosões e granizo no Estado. Encerrando o painel, o docente da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Leonardo Calvetti, tratou dos sistemas de radares meteorológicos, suas aplicações e dos avanços tecnológicos recentes no Rio Grande do Sul. 

No período da tarde, o segundo painel discutiu avaliação de danos, capacitação e estratégias de mitigação. O meteorologista da UFSM, Murilo Machado Lopes, apresentou a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades e Avaliação de Danos, voltada a ampliar o conhecimento da sociedade sobre fenômenos meteorológicos severos por meio de capacitação e da definição de procedimentos para o registro desses eventos. 

A programação contou também com a participação do tenente-coronel Carvalho, que representou o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Luciano Boeira. Ao falar sobre o passado, o presente e projetar o futuro da Defesa Civil, fez reflexões sobre a evolução das políticas públicas e os desafios na área. 

O evento, realizado pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática e pela Sict, contou com a parceria da UFSM e da Ufpel, além do apoio da Secretaria da Reconstrução Gaúcha e da Defesa Civil. 

Texto: Ascom Sict
Edição: Secom

Fonte: Governo do Estado Rio Grande do Sul

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