O ex-deputado Eduardo Bolsonaro negou nesta quinta-feira (14) ter recebido recursos do fundo de investimento utilizado para produzir o filme “Dark Horse“, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“A história de que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, escreveu Eduardo, nas redes sociais.
A manifestação ocorre após a Polícia Federal apurar se recursos solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro foram usados para custear despesas do ex-deputado nos Estados Unidos.
Segundo Eduardo, seu status imigratório impediria o recebimento desses valores. Ele afirmou ainda que precisou comprovar a origem de seus recursos às autoridades americanas.
“Meu status migratório não permitiria. Se isso tivesse acontecido, o próprio governo americano me puniria. No meu processo migratório, expliquei às autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema”, disse.
Eduardo também comentou o fato de seu advogado, o mesmo responsável por conseguir seu visto de permanência nos EUA (green card), atuar como gestor do fundo ligado ao longa.
“O advogado tem mais de 40 anos de experiência, mestrado e doutorado. Seu escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento há mais de uma década”, afirmou.
A suspeita da PF surgiu após a produtora do filme negar ter recebido recursos do Banco Master, o que contrasta com a transferência de US$ 2 milhões para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas.
Segundo Eduardo, os aportes foram feitos nos Estados Unidos porque a produção do filme é americana. O ex-deputado também disse que investidores preferiram manter distância do projeto no Brasil por receio de perseguição política.
“Devido ao estado de exceção, ninguém se arriscaria a investir em um filme do Bolsonaro no Brasil”, declarou.
Eduardo ainda questionou que tipo de vantagem sua família poderia dar em meio à suposta perseguição que enfrentaria. “Meu pai preso, eu exilado e meu irmão sequer sonhava em ser candidato? Vocês tentam sugerir que havia interesse outro, qual interesse poderia existir em uma época em que todos nos consideravam liquidados?”, concluiu.
Fonte: CNN Brasil

































