Araranguá recebe simulado do Integra com protocolo de ações em situação de ameaça no ambiente escolar

Foto: Daniel Conzi / Agência

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A segurança dos estudantes está no foco dos trabalhos da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Por meio do programa Integra, simulados e capacitações vêm sendo realizados em escolas catarinenses para orientar gestores, educadores e profissionais da rede de proteção.

Nesta semana, a cidade de Araranguá recebeu os treinamentos, ministrados na manhã da última terça-feira (26), durante a programação da Alesc Itinerante.

A Escola de Educação Básica João Mathias recebeu a atividade prática do protocolo FEL — fugir, esconder-se e lutar — aplicado pela Polícia Militar como estratégia de resposta a situações extremas de invasão em ambiente escolar.

A simulação integrou o Seminário Macrorregional sobre Segurança nas Escolas, promovido pelo Comitê Integrado para Cidadania e Paz nas Escolas (Integra), iniciativa liderada pela Alesc. Mais do que apresentar técnicas de reação, a proposta busca fortalecer a cultura de prevenção e preparar quem está na linha de frente: professores, diretores, forças de segurança e toda a rede de proteção escolar.

O deputado Rodrigo Fachini (Podemos) destacou que a formação amplia a capacidade de resposta das equipes escolares diante de possíveis situações de risco.

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“Em Araranguá acontece algo muito especial, um momento muito importante. Afinal de contas, através do Integra se faz uma formação para todo o agente escolar, ou seja, professor, diretor, orientador, aquele que está em sala de aula, que está com os nossos alunos. Além da prevenção, que é de extrema importância, é muito importante que quem está em sala de aula possa estar preparado para um eventual acontecimento. Deus queira que não aconteça, mas ele precisa estar preparado. E o que acontece hoje aqui em Araranguá é justamente isso: uma formação para que professores, diretores e orientadores estejam preparados para uma eventualidade como essa.”

O coordenador de Polícia Comunitária, major PM Leonardo Baccin, explicou que o treinamento reúne orientações práticas de reação e noções básicas de primeiros socorros em casos de ataque.

“O protocolo FEL significa fugir, esconder-se e lutar. Fugir, por exemplo, para o lado contrário ao agressor. Esconder-se, colocando um armário atrás da porta da sala de aula. E lutar usando, por exemplo, cadeiras que as salas de aula possuem. Também trabalhamos noções de primeiros socorros, porque é um tipo de ação muito importante nesse tipo de ataque.”

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Para os profissionais da educação que participaram da experiência, o treinamento proporcionou mais segurança e consciência sobre como agir em situações de emergência.

“A gente teve uma boa noção, apesar de na realidade ser complicado, mas agora já temos uma noção do que fazer e de como agir no momento. A gente era bem leigo nesse assunto. Valeu bastante a pena”, relatou Suzana Burim, coordenadora de um centro infantil da região.

Ela também destacou o impacto prático da atividade. “A gente ouve falar muito, mas ter a experiência do treinamento, vivenciar aquilo, é bem diferente. Te prepara melhor. Hoje me sinto mais segura e mais preparada para agir e proteger as crianças.”

Fonte: Assembleia Legislativa de SC

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