Projeto Mata Ciliar avança na proteção de cursos d’água na região Oeste

Fotos: Acervo

publicidade

Fotos: Divulgação / Casan

Com materiais entregues a 42 novas famílias, o Projeto Mata Ciliar avança em sete municípios da Região Oeste. Nesta etapa o trabalho vai permitir a proteção de 32 cursos d´água e 10 nascentes, com conservação de cerca de 16 hectares – o equivalente a 160 mil metros quadrados, aproximadamente 23 campos oficiais de futebol.

O projeto de proteção e recuperação de Áreas de Preservação Permanente é desenvolvido há 19 anos em propriedades rurais dos municípios de Águas de Chapecó, Chapecó, Caxambu Do Sul, Cordilheira Alta, Guatambu, Planalto Alegre e São Carlos. A continuidade vai permitir que o trabalho conjunto com pequenos produtores rurais chegue a 386 hectares de Mata Ciliar protegidos e em regeneração.

Inicialmente repassados às Secretarias Municipais de Agricultura, os materiais que foram entregues às famílias incluem arames, catracas, tramas, bombas, mangueiras e caixas d’água. Os lotes foram adquiridos a partir de recursos de convênio entre a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) e Consórcio Iberê, parceiros na execução do projeto Mata Ciliar ao lado de outras instituições.

Leia Também:  Número de vinícolas cresceu 29% em Santa Catarina desde 2020

A partir do recebimento, as famílias devem providenciar cercas que protegem nascentes e cursos d´água, respeitando o recuo mínimo determinado pelo Código Florestal Brasileiro. A distância varia de 5 a 30 metros para cursos d’água, e 15 metros para nascentes, dependendo do tamanho da propriedade.

Como a maioria das propriedades se caracteriza pela atividade de bovinocultura leiteira, a construção das cercas permite isolar as áreas que devem ser protegidas, incluindo locais de passagem e de bebedouro para os animais. O cercamento também garante que naturalmente a vegetação de Mata Ciliar se regenere e cumpra sua função de proteção das nascentes e pequenos rios que alimentam mananciais utilizados para abastecimento público na Região Oeste.

Todo o trabalho com os proprietários rurais é orientado por técnicos do Consórcio Iberê, que trabalham na sensibilização das famílias, no diagnóstico da propriedade e necessidades de conservação. Com a entrega dos materiais os profissionais também verificam o alinhamento das cercas, reforçam a importância da manutenção adequada dos cercamentos já executados, assegurando que os investimentos gerem resultados efetivos e duradouros para o meio ambiente e para a comunidade.

Leia Também:  SC lidera debate sobre Transição Energética Justa e amplia participação social na elaboração do plano 

A iniciativa evidencia o compromisso do Consórcio Iberê, da Casan, parceiros e dos municípios consorciados com a preservação ambiental, o desenvolvimento sustentável e o cumprimento da legislação ambiental.  Com as novas famílias integradas, o trabalho chega a 541 propriedades beneficiadas.

A Casan investe no projeto como parte de seu compromisso com a proteção e recuperação de nascentes e riachos que abastecem a Região Oeste de Santa Catarina, frequentemente afetada por estiagens. A iniciativa está alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), movimento do qual tanto Casan quanto o Consórcio Iberê são signatários.

Fonte: Governo SC

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade