SAÚDE PÚBLICABrasil mantém baixo risco de hantavírus, apesar de surto regional da cepa Andes

O Ministério da Saúde afirma que o risco de disseminação de hantavírus no Brasil permanece baixo, pois a variante Andes, associada à transmissão entre pessoas em surtos, não circula no país.

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O Ministério da Saúde (MS) informou, nesta sexta-feira (8), que o risco global de disseminação do hantavírus no Brasil “permanece baixo”, conforme a mais recente avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pasta destacou que, apesar de surtos da doença com casos confirmados no cruzeiro Hondius e a investigação da circulação na América do Sul, não há impacto direto para o Brasil até o momento.

A principal diferença reside na ausência da circulação da variante Andes em território brasileiro, cepa relacionada ao episódio de transmissão interpessoal ocorrido no navio e com casos já confirmados na Argentina e no Chile. No Brasil, os casos humanos não apresentam transmissão entre pessoas.

Segundo o Ministério da Saúde, os casos confirmados em território brasileiro são transmitidos pelo “contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores”, indicando uma variante diferente daquela observada em outros locais.

O que é o hantavírus?

A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro grave que pode comprometer os sistemas respiratório e cardiovascular. O vírus pertence à família Hantaviridae e tem como reservatórios naturais roedores silvestres, que eliminam o agente infeccioso pela urina, fezes e saliva sem manifestar sintomas.

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A transmissão para humanos ocorre majoritariamente pela inalação de aerossóis contaminados a partir das excretas desses animais. Contato direto com mucosas (olhos, boca, nariz), ferimentos na pele ou mordidas de roedores também são formas de contágio. Embora rara, a transmissão entre pessoas já foi registrada em países como Argentina e Chile, associada a tipos específicos do vírus, como a variante Andes.

Sintomas

Os sintomas da hantavirose variam de um quadro inicial inespecífico, com febre, dores no corpo e mal-estar, até formas mais graves, com comprometimento pulmonar e cardíaco. Em casos severos, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA), exigindo atendimento médico imediato. O período de incubação pode variar de uma a cinco semanas, chegando a até 60 dias.

Tratamento

Não há tratamento específico para a infecção por hantavírus. O manejo dos pacientes é de suporte, adaptado à gravidade de cada caso, geralmente em ambiente hospitalar. Por ser uma doença de evolução rápida e potencialmente fatal, a hantavirose é de notificação compulsória imediata, devendo ser comunicada às autoridades de saúde em até 24 horas.

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A pasta também reforça a importância da prevenção, especialmente para profissionais mais expostos, como trabalhadores rurais e equipes de saúde. O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras PFF3, luvas, aventais e óculos de proteção, é recomendado em situações de risco, além de medidas que evitem o contato com ambientes contaminados por roedores.

Fonte: Jovem Pan

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