Uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), obtida pela Jovem Pan, detalha que o banqueiro Daniel Vorcaro realizava cobranças de repasses financeiros mensais ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) mesmo estando fora do Brasil. Os valores, segundo as mensagens, teriam dobrado de R$ 300 mil para R$ 500 mil ao longo do esquema.
Em uma das comunicações, datada de 30 de junho de 2025, Vorcaro, que estava na Venezuela, enviou uma mensagem ao seu primo Felipe questionando um atraso: “Cara, eu no meio dessa guerra atrasou dois meses ciro?”. Felipe, em resposta, indagou se deveria manter os pagamentos em “500k ou pode ser os 300k”, sugerindo a variação dos montantes.
Outra troca de mensagens, de janeiro do mesmo ano, mostra Felipe cobrando a continuidade dos pagamentos. Vorcaro, novamente da Venezuela, instruiu o primo a resolver a situação: “Resolve isso pra mim. Eu ponho dinheiro depois para repor.”
A sequência de mensagens, apreendida do celular do banqueiro pela Polícia Federal, é utilizada pelo ministro Mendonça para argumentar que os repasses a Nogueira não eram eventuais ou acidentais. Pelo contrário, indicam um arranjo financeiro estruturado, monitorado pessoalmente por Vorcaro, mesmo à distância, e considerado por ele como prioridade.
Em uma das conversas, o próprio Daniel Vorcaro descreveu os pagamentos como “muito importante”, sem, contudo, esclarecer a que título o dinheiro era enviado ao senador.
Fonte: Jovem Pan



































